O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

27 de dezembro de 2012

Em tempo de fim de ano: reflexões filosóficas sobre o tempo e a felicidade


EM TEMPO DE FIM DE ANO: REFLEXÕES FILOSÓFICAS SOBRE O TEMPO E A FELICIDADE

Gilson Soares dos Santos

Estamos chegando ao fim do ano de 2012. Muita gente olha para este ano como uma velharia que precisa morrer para que 2013 nasça trazendo novas esperanças. Farão o mesmo com 2013 quando tiver acabando. Afinal de contas, por que esta certeza de que um número a mais no calendário pode significar mudanças? Pode trazer novidades? Quero refletir um pouco sobre isso, recorrendo ao tempo e à felicidade no filósofo Agostinho. Pois o tema da felicidade toca a problemática do tempo, no filósofo.

O ano de 2012 precisa, necessariamente, se tornar passado, pois um presente que permanecesse sempre presente, nunca se tornando passado, não seria tempo, mas eternidade.

O homem é mutável porque está dentro do tempo, mudamos com 2012. Se Deus quiser, mudaremos com 2013, pois nossa mutabilidade está associada ao tempo, já que a essência do tempo e de quem está nele é ter somente uma existência fragmentária. O homem é criatura de Deus, mas o tempo também é criação de Deus. O tempo nem sempre existiu, foi criado por Deus, ele não é coeterno com Deus. O próprio tempo se inclui dentro daquelas coisas que tiveram um começo, ou seja, um princípio.

A questão é: qual o bem que você busca em 2013? Todo bem que buscamos, se estiver associado ao tempo, certamente estará sujeito a mudanças. Pois tudo o que é temporal muda. Se a nossa felicidade está associada ao tempo, certamente ela está ameaçada, pois o tempo passa. É preciso, como diz Agostinho, que se “procure um bem permanente, livre das variações da sorte e das vicissitudes da vida”. Uma pessoa não pode ter felicidade absoluta quando o bem que ela tem está ligado ao tempo, pois o tempo passa e, obviamente, essa felicidade passará.

Muitos buscam felicidade absoluta na pessoa amada: esposo, esposa, noivo, noiva, namorado, namorada, “ficante”, “orante”, etc. Outros depositam sua felicidade em casas, carros, saúde, dinheiro, viagens, bens, etc. Mas tais pessoas e coisas estão ligadas ao tempo, se assim é, então, é felicidade passageira. Agostinho dirá que “aquele que os ama e os possui não pode ser feliz de modo absoluto”. Todos os bens criados não são coeternos com Deus, portanto não podem trazer felicidade absoluta. Assim, a felicidade deve se encontrar num bem permanente, não sujeito à mudança e, portanto, eterno.

Então, qual o bem que precisamos buscar? Nosso bem maior é Cristo, nossa felicidade deve estar em Cristo. É no Ser Absoluto, o Deus Altíssimo, que a nossa felicidade deve residir. 

O bom é que em Cristo, todas as outras coisas nos são acrescentadas.

Em 2013 busque o Bem Supremo, o Sumo Bem, o Senhor Criador da terra e céus e de tudo o que neles podem ser encontrados. E certamente, todas as outras coisas completarão nosso ano, que, por ser tempo, é passageiro.

Feliz 2013!!!!!