O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

14 de junho de 2015

Babilônia, Bruno Gagliasso e o mau uso da palavra "censura", na "pena" de Norma Braga


BABILÔNIA, BRUNO GAGLIASSO E O MAU USO DA PALAVRA “CENSURA”, NA “PENA” DE NORMA BRAGA

Pr. Gilson Soares dos Santos

Li no site da Revista Veja, (http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bruno-gagliasso-chora-e-ameaca-parar-de-atuar-por-censura-a-babilonia/, acessado em 10/06/2015), sobre o choro do ator Bruno Gagliasso, que, ao receber uma premiação, aproveitou para desabafar e ameaçou deixar de atuar, chateado com o péssimo desempenho da novela “Babilônia” da Rede Globo de Televisão.

Segundo a matéria, o ator culpou os espectadores conservadores pelo péssimo desempenho da novela no ibope. No dia em que li a matéria, no aplicativo da veja no meu celular, pensei em escrever algo a respeito, porém, a Norma Braga escreveu em seu blog, de maneira impecável parte daquilo que eu pretendia escrever. Então, nem preciso mais escrever alguma coisa, somente reproduzir a seguir, na íntegra, o que esta excelente escritora publicou em seu Blog.

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DO MAU USO DA PALAVRA “CENSURA”

Norma Braga

Bruno Gagliasso e outros atores da novela Babilônia, vejam só, acreditam estar sofrendo censura. Mas quem acompanha o imbroglio sabe: tudo o que aconteceu foi que, diante da rejeição maciça de boa parte dos telespectadores ao primeiro capítulo, que mostrava um beijo gay entre duas senhoras, a própria emissora correu atrás para remodelar a história mais ao gosto do senso comum. Se alguém censurou Babilônia, foram seus autores e diretores, a mando do deus Ibope, o principal ídolo da televisão. Vamos lá então, uma palavrinha para Bruno Gagliasso e outros que, como ele, gostam de bancar o mártir de uma pretensa ditadura conservadora: se vocês querem muitos beijos gays, gente nua e o escambau, sugiro largar as novelinhas da Globo e fazer teatro alternativo. Essa, sim, seria uma decisão corajosa. Aliás, teatro alternativo era o que estavam fazendo em 1968 atores como Marieta Severo, André Valli e Rodrigo Santiago, quando foram espancados pelo Comando de Caça aos Comunistas depois da peça Roda Viva - aquilo, sim, foi censura conjugada a violência. Horrenda censura. Não use nem aplauda a palavra em vão, caro elenco de Babilônia. Não desrespeite a memória de seus colegas que realmente sofreram, na pele inclusive, por sua consciência.

Encontrado em http://normabraga.blogspot.com.br/2015/06/do-mau-uso-da-palavra.html, acesso em 14/06/2015.