O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

3 de setembro de 2013

Vamos orar pela paz na Síria


VAMOS ORAR PELA PAZ NA SÍRIA
 
Pr. Gilson Soares dos Santos

Como é do conhecimento de quase todos, a Síria, desde março de 2011, enfrenta uma guerra civil que já ceifou a vida de mais de cem mil pessoas. A infraestrutura do país está totalmente abalada e eles vivem uma crise humanitária regional. Desde o início da guerra mais de dois milhões de Sírios abandonaram o país, indo para outros países.

Quero transcrever aqui uma matéria encontrada no site http://www.portasabertas.org.br sobre visitas feitas por missionários às famílias de Alepo, a maior cidade da Síria.
Leiamos a matéria:
 
Visitar famílias é investigar as faces da guerra

Alepo é a maior cidade da Síria. Antes da guerra civil, lá era o centro econômico do país. Desde que o exército sírio e o exército livre da Síria começaram a combater dentro e ao redor da cidade, milhares de habitantes fugiram. Fábricas e empresas foram destruídas ou fechadas. Nesse meio tempo, outros sírios fugiram do país ou mudaram-se de Homs para Alepo.

Através de seus parceiros e colaboradores, a Portas Abertas está apoiando várias igrejas na Síria. Essas congregações têm ajudado desabrigados que chegaram à cidade e também moradores cristãos que se encontram em necessidades. Por meio dessas igrejas, mais de mil famílias são beneficiadas a cada mês. 

Um dos pastores locais contou à Portas Abertas sobre as visitas que ele e um grupo de voluntários fazem a cristãos desabrigados em Alepo. A maneira que ele relata cada visita é muito sucinta. Não é possível saber muitos detalhes sobre as famílias. Mas o que fica bem claro é: em um dia de visitas, pode-se olhar nos olhos das pessoas que sofrem com essa guerra civil. Eles ouvem histórias sobre pessoas desaparecidas, baleadas ou sequestradas; pessoas que perderam casas e empregos; falam de pobreza, falta de comida ou necessidade de remédios. Algumas vezes, colocando em risco sua própria segurança, a equipe de visitantes da igreja sai para visitar as famílias com uma cesta básica. 

"Primeiro, batemos à porta de uma família que veio de Al Qusayr (próximo à cidade de Homs)”, conta o pastor Samir* sobre um dia em que ele e sua equipe saíram para fazer visitas. Al Qusayr tinha uma grande comunidade cristã, mas milhares deles — há quem diga que foram todos —, deixaram a cidade quando esta foi capturada pelas forças da oposição no início de 2012. “O chefe da família me contou como deixaram seu lar e vieram para Alepo trazendo apenas as coisas que podiam carregar. Eles agora estão em grande pobreza e passando por muitas necessidades”. 

O pastor e os outros membros da equipe sempre tentam confortar as famílias. “Nós lemos Hebreus 2 e compartilhamos as boas-novas, sobre nosso tesouro celestial. Depois disso, oramos”, relatou o pastor.

Ele continuou: “Após essa visita, conhecemos outra família: marido, mulher, duas filhas e seus esposos, três crianças e dois vizinhos de outro vilarejo de Homs. Eles estavam traumatizados pelo que acontecera em seus lares, especialmente com as crianças. A família viu muita coisa, eles perderam a casa e o emprego. Procuramos encorajá-los, lendo o livro de Salmos, conversando bastante sobre o cuidado de nosso Pastor, o Senhor”. 

Tristes e sozinhos

Outra família: marido, mulher, filha e três crianças. “A esposa tinha sido baleada. Ela mostrou as cicatrizes a uma das mulheres da equipe. Seu filho fora baleado nove vezes nas pernas. Ele precisava de cirurgia para tratar seus ferimentos. Mas o chefe da casa também precisava de cirurgia por causa de uma enfermidade. Eles sentiam-se tristes e sozinhos. Disseram-nos que tinham falta de comida e remédios. Lemos Mateus 9 com eles e lhes explicamos essa passagem”.

Uma mulher de Al Hamadia, um bairro de Homs onde os cristãos costumam morar, expressou seus temores porque seu filho tinha fugido para a Turquia, mas havia sete meses que não recebia nenhuma notícia dele, nenhum telefonema ou carta, nada. 

A equipe da Portas Abertas também visitou uma casa em que duas famílias de Al Hamadia estão morando. “Um dos homens fora sequestrado duas vezes, mas sobreviveu. A família teve de deixar tudo para trás, a casa e o trabalho. Eles pediram oração por um amigo que tinha sido sequestrado havia seis meses”.

Em meio à guerra civil, os cristãos têm testemunhado a mão de Deus operando. “Por exemplo, Aboud e sua família vieram de Al Hamadia. Eles nos contaram sobre o grande cuidado do Senhor. Ele salvou Aboud da morte. Criminosos o levaram juntamente com seis de seus colegas e os amarraram na fábrica onde trabalhavam, próximo a Homs. Aboud tinha um ferimento na cabeça e sentia muitas dores. Deus os salvou após terem orado e pedido em nome de Jesus. 

Embora sofram agora, eles sabem que têm um grande lar pronto no céu. O marido foi salvo novamente, mais tarde, quando ladrões tentaram roubar seu carro”.

Pedidos de oração

• Ore para que a equipe da Portas Abertas tenha sabedoria ao visitar as famílias necessitadas, sabendo como responder aos seus questionamentos.

• Peça por paz em Alepo e pela restauração de todas as pessoas traumatizadas.

• Interceda por todos os voluntários envolvidos neste trabalho.

• Apresente ao Senhor todos os cristãos que decidiram permanecer em Alepo para servir a Deus.

• Clame pelos cristãos que foram sequestrados. 


*Nome alterado para a segurança do cristão.