O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

31 de dezembro de 2016

Fim de Ano: o retorno das boas intenções

FIM DE ANO: O RETORNO DAS BOAS INTENÇÕES

Pr. Gilson Soares dos Santos

Todo fim de ano é a mesma coisa: somos tomados de boas intenções. E tomados por essas boas intenções, desejamos um ano novo cheio de paz e prosperidade, com “muito dinheiro no bolso. Saúde prá dar e vender”.

Sequestrados por boas intenções existem aqueles que não somente desejam um ano cheio de realizações para seus semelhantes, eles decretam que o novo ano venha trazendo sucesso, como se fossem senhores do próprio destino e do destino dos outros.

Isto é bom, entretanto, muitos ficam apenas nas boas intenções. E o senso comum sabe que uma boa intenção sem qualquer ação para realização transforma-se em má intenção. Nunca é demais evocar a sentença moral que afirma: “de boas intenções estão pavimentados os caminhos do inferno”.

Exprimir votos de um ano novo com muitas realizações é uma atitude louvável, pode exteriorizar amor. Todavia, se ficar apenas nas palavras não há utilidade alguma. Não há comprovação de amor.

Vale a pena trazer à lembrança as palavras do apóstolo João, encontradas em sua primeira carta, precisamente no capítulo três, versículo dezoito (I João 3.18), que diz: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”. E a Banda Catedral reforçava as palavras do apóstolo ao cantar “o mundo da linguagem sem o mundo da prática é um mundo vazio”.

Podemos desejar que o outro tenha um ano novo com mesa farta. Mas vamos também repartir o pão. Vamos separar todo mês uma considerável quantia para abençoar o semelhante.

É louvável desejar que o outro tenha saúde no novo ano. Mas vamos ajudar nosso próximo a comprar seus remédios para a saúde curativa. Vamos ajudar nosso próximo a pagar seu Plano de Saúde para a saúde preventiva. Vamos doar sangue. Vamos servir de acompanhante a alguém que está numa enfermaria de hospital precisando de cuidados.

Intencionar ajudar os outros é preciso. Contudo vamos passar da intenção para a prática. É esse o desafio para o novo ano.

Segundo a boa mão do Senhor nosso Deus, teremos um ano de 2017 abençoado. Contudo, é preciso que a gente passe da boa intenção para a excelente ação. E que essa ação seja tomada por amor. Afinal de contas, “Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (I Coríntios 13.3).

Feliz Ano Novo! E que o ano de 2017 seja “o ano da prática”.