O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

14 de janeiro de 2016

A morte do humorista Shaolin: O céu não ficou "mais alegre"


A MORTE DO HUMORISTA SHAOLIN: O CÉU NÃO FICOU “MAIS ALEGRE”.

Pr. Gilson Soares dos Santos

O ator e comediante Francisco Josenilton Veloso, o Shaolin, faleceu neste dia 14 de Janeiro de 2016, aos 44 anos de idade, após uma parada cardiorrespiratória, em Campina Grande – PB. O humorista, em Janeiro de 2011, sofreu um acidente na BR-230, em Campina Grande. Foi socorrido para um hospital da cidade, depois passou cinco meses internado no Hospital das Clinicas, em São Paulo e, posteriormente, passou a receber cuidados médicos em casa, o que acontecia desde 2011. O comediante passou a se comunicar e interagir com a família apenas com os olhos e expressões faciais. Na madrugada desta quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016, faleceu.

Eu poderia falar muitas coisas sobre Shaolin. Poderia “garimpar” nos noticiários e encontrar recursos para ornamentar esse pequeno artigo, falando sobre o talentoso comediante paraibano que, certamente, faz falta ao mundo do humor. Sei que encontraria muitas coisas enriquecedoras para um artigo que pretendesse falar diretamente do humorista. Porém, quero falar do céu.

Quero tratar sobre uma frase que ouvi de um radialista, o qual afirmava que a terra amanhecera mais triste, e o céu, mais alegre. Será que o céu fica mais alegre quando chega lá um humorista? É verdade que cantores, humoristas, sanfoneiros, atores e demais pessoas do mundo artístico ao chegarem no céu o tornam mais alegre? Sempre que morre um artista, virou “clichê” recorrer à ideia de que tal personagem tornará o céu mais alegre, pois usará seus talentos artísticos.

A partida de alguém para a eternidade pode deixar tristes os habitantes da terra, mas não tornará o céu mais alegre. O céu é o lugar da mais perfeita comunhão com Deus. O céu é completo. Ninguém o torna mais alegre, pois a alegria do céu é o próprio Senhor. Infelizmente, as pessoas perderam o senso de importância do céu, e se satisfazem tanto com a vida aqui na terra que não conseguem imaginar um céu sem as coisas daqui. A glória do céu não consegue entrar na mente dos que estão presos às coisas desta vida. O céu é um lugar espiritual totalmente marcado pela comunhão com Deus. O céu não é um lugar onde os artistas estarão trajando vestes brancas, com memórias e lembranças inteiramente terrenas, tocando sanfona, guitarras, zabumba e padeiros, cantando, dramatizando e pulando de nuvem em nuvem, para torná-lo menos monótono ou mais alegre.

Recorro ao sermão pregado por Jonathan Edwards, teólogo e filósofo congregacional, sobre “a visão beatífica de Deus”. Ele diz:

“Os santos no céu vislumbrarão uma glória exterior por estarem na natureza humana de Cristo. Esta natureza está unida a natureza divina, pois é o corpo daquela pessoa que é Deus. E, sem duvida, haverá manifestações de uma glória divina e inimitável no corpo glorificado de Cristo, corpo este que será de fato algo revigorante e abençoado de se ver. Mas a beleza do corpo de Cristo, tal qual se vê com os olhos do corpo, será atraente e encantadora, principalmente por expressar sua glória espiritual. A majestade que se verá no corpo de Cristo expressará e tomará visível a grandeza espiritual e a majestade da natureza divina. A pureza e a beleza daquela luz e glória expressarão a perfeição da santidade divina. A doçura e atraente suavidade de seu semblante expressarão o amor e a graça divinos e espirituais.” (Jonathan Edwards, “The pure in heart blessed”, p. 906.).

Outro chavão que, à luz das Escrituras Sagradas, precisa ser corrigido é aquele que dá a ideia de que a pessoa que morreu está lá no céu contemplando os outros aqui na terra e, portanto, feliz pelas homenagens. Biblicamente, não há nenhum contanto entre os mortos e os vivos. Ninguém que tenha morrido consegue contemplar o que se passa aqui na terra com seus familiares e amigos.

Concluo afirmando que a morte de Shaolin deixa a terra mais triste, mas o céu continua o mesmo, pois o céu é estar na presença gloriosa de Deus. E como sabemos pela Palavra, Deus não aumenta nem diminui. Não melhora nem sofre declínio. O céu, portanto, é estar na presença eterna de Deus. Sendo assim, o céu não aumenta nem diminui sua alegria. Não contempla mais alegria com a chegada de alguém, pois nunca houve diminuição em sua alegria. O Céu é estar para sempre com o SENHOR!