O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

6 de outubro de 2014

Nossos pobres estão mais pobres


NOSSOS POBRES ESTÃO MAIS POBRES

Pr. Gilson Soares dos Santos

Pode parecer estranho este post. Pode chegar ao entendimento de muita gente que estou postando contra a ajuda aos pobres. Ainda pode ser que alguém imagine que estou sendo contra a assistência social. Mas, antecipadamente, quero dizer que sou totalmente a favor da ajuda aos pobres. Entretanto, sou contra a ideia de que o único meio de ajuda aos pobres são essas “bolsas” que o governo tem dado, e que, na verdade, não passa de uma estratégia para comprar a consciência do pobre.

Um turbilhão de perguntas me vem à mente: por que o governo não promove empregos para essas famílias que dependem, unicamente, dessas bolsas? Será que um pai de família, trabalhando e recebendo um salário digno, precisaria dessas “bolsas”? Será que essas “bolsas” estão beneficiando realmente os pobres? Será que todas as pessoas contempladas com essas “bolsas” precisam mesmo delas ou tem muita gente se aproveitando dessa assistência social para compras de supérfluos? Os beneficiados com essas fragmentadas “bolsas” realmente saíram da miséria? Será que esses programas de suposta transferência de renda melhorou a vida das famílias pobres e extremamente pobres de nosso país?

Penso que todo governo deveria pensar a mesma coisa: geração de empregos. Uma família trabalhando, recebendo salário digno, não precisa de “bolsas”. E não me venha dizer que o governo tem feito isto, pois não ouvi nenhum pobre dizer que estava votando neste governo porque tem trazido ações de capacitação profissional, de geração de trabalho e renda, de educação para jovens e adultos, de melhoria do acesso à moradia, conforme consta nos objetivos do Programa Bolsa Família. Todo pobre que declarou votar no governo que está no poder deixou bem claro que tinha medo que a oposição lhe tirasse “a bolsa”.

Isso só comprova uma coisa: nossos pobres estão mais pobres. Continuam pobres no sentido material, agora ficaram pobres no sentido intelectual, pois não há mais o senso crítico, e ainda ficaram pobres de disposição para trabalhar, porque muitos estão ociosos, vivendo na dependência dos programas contraproducentes do governo. Eles não conseguem ver que aquilo que o governo está fazendo é maléfico e prejudica a produtividade. Talvez, para muitos, a escrita do apóstolo Paulo aos tessalonicenses soa como uma afronta: “...quem não quiser trabalhar, que também não coma” (II Ts 3.10).

Que Deus tenha misericórdia de nós.