O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

12 de maio de 2013

Oração da Maçaneta


ORAÇÃO DA MAÇANETA

GIÓIA JÚNIOR


Não há mais bela música que o ruído da maçaneta na porta, quando meu filho volta para casa.


Volta da rua, da vasta noite, da madrugada de estranhas vozes, e o ruído da maçaneta, e o gemer do trinco, o bater da porta que novamente se fecha, o tilintar inconfundível do molho de chaves, são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos, posso, afinal, dormir e descansar.

Oh! a longa espera, a negra ausência, as histórias de acidentes e assaltos, que só a noite, como ninguém, sabe contar!

Oh! os presságios e os pesadelos, o eco dos passos nas calçadas, a voz dos bêbados na rua, e o longo apito do guarda, medindo a madrugada, e os cães uivando na distância, e o grito alucinante da ambulância!

E o coração, descompassado, a pressentir e a martelar na arritmia do relógio do meu quarto, esquadrinhando a noite e seus mistérios;

Nisso, na sala que se cala, estala a gargalhada jovem da maçaneta que canta a festiva cantiga do retorno.

E sua voz engole a noite imensa, com todos os ruídos secundários.

Oh! os címbalos do trinco e os clarins da porta que se escancara, e os guizos das muitas chaves que se abraçam e o festival dos passos que ganham a escada!

Nem as vozes da orquestra, e o tilintar dos copos, e a mansa canção da chuva no telhado, podem, sequer, se comparar ao som da maçaneta que sorri, quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre, são e salvo, marinheiro depois da tempestade, a sorrir e a cantar.

E que, na porta, a maçaneta cante a festiva canção do seu retorno, que soa, para mim, como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim, meu coração se aquieta, posso, afinal, dormir e descansar.


FELIZ DIA DAS MÃES!