O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

30 de março de 2013

Um pequeno estudo sobre a páscoa


UM PEQUENO ESTUDO SOBRE A PÁSCOA

Pr. Gilson Soares dos Santos

I – Breve histórico da Páscoa

A.    O povo de Israel era escravo no Egito.
B.    Depois de procurar convencer Faraó a libertar o povo por meio de pragas e sinais, Deus resolve dar um basta nessa história.
C.    Ordena que todo o povo de Israel mate um cordeiro, sem mácula, passe o seu sangue nos umbrais das portas.
D.    À noite o “anjo da morte” passa e, na casa onde não foi encontrado o sangue, matou o primogênito daquela casa.
E.    Os primogênitos de Faraó e do seu povo morreram.
F.    Naquela mesma noite o povo de Deus foi liberto do Egito, essa foi a primeira páscoa.
G.    A páscoa era sacrifício de expiação (Ex 12.27; 34.25).
H.    Além de ser um sacrifício, estava relacionada com o santuário (Dt 16.2).
I.      Os levitas imolavam o cordeiro e os sacerdotes faziam uso do sangue para expiação (II Cr 30.16; 33.11; Ed 6.19).
J.     A páscoa era também uma refeição. Os judeus comiam o cordeiro assado, com pães asmos e ervas amargas (Ex 12.8-10).

II – O Significado da Páscoa

A.    A palavra Páscoa, vem da palavra hebraica pessach significa “passar por cima”
B.    A páscoa é um tipo do sacrifício expiatório de Cristo, ou seja, o Cordeiro simbolizava Cristo, o sangue na porta simbolizava seu sangue na cruz, o povo de Israel sendo livre da morte pelo sangue do cordeiro simboliza a nós que fomos libertados da morte pelo sangue de Cristo.
C.    Exatamente por isso, muito tempo depois, Jesus morreu na semana da páscoa para nos livrar da morte e da escravidão.
D.    O seu sangue passado na cruz do Calvário nos livrou do pecado e da morte.

III – Para quem foi instituída a páscoa

A Páscoa foi instituída, exclusivamente, para os judeus, isso não inclui gentios. Vejamos o que está em Êxodo 12.

1 – Deus se dirigiu ao povo de Israel (V3)
2 – É uma celebração perpétua entre Deus e Israel (VV 14, 24-27);
3 – O estrangeiro (o não judeu) não pode participar dela (v 44,45)
4 – Qualquer estrangeiro (não judeu) que quisesse participar da páscoa seria circuncidado (vv 44, 48, 49).
5 – A páscoa tinha essa significação nacional, como um memorial da libertação de Israel.

Portanto, pelos textos acima, compreendemos que a páscoa é uma festa perpétua dos judeus, foi para eles que Deus instituiu a páscoa.

IV – Símbolos pagãos da páscoa

A páscoa virou uma celebração mercantilista e antibíblica.  Foram incluídos nas comemorações da páscoa símbolos e crendices que nada têm que ver com a celebração, tais como, coelho, ovos de chocolate, abstinência de carne, etc.

1 – A Bíblia mostra que o símbolo da páscoa é o cordeiro e não um coelho (Ex 12.3,5,21.)
2 – O coelho, segundo a Bíblia, faz parte dos animais imundos (Lv 11.5)
3 – O coelho é símbolo de promiscuidade sexual (está estampado nas revistas pornográficas, como a Playboy)
4 – Ovo nada tem a ver com páscoa, nem com coelho. Coelho não bota ovo.
5 – Cristo é nosso cordeiro pascoal, não nosso coelho pascoal (I Jo 1.29; I Co 5.7,8)
6 – Não há nenhuma proibição bíblica sobre comer carne próximo à páscoa, ao contrário, os judeus comiam carne, e era a carne do próprio cordeiro sacrificado (Ex 12.8,9).

V – Jesus e a páscoa

Jesus celebrou a páscoa com os discípulos, porque ele era judeu.
    
Mas, naquela mesma reunião, instituiu a Ceia do Senhor a ser celebrada em memória dele (Mc 14.12-25; I Co 11.23-32). Utilizando elementos presente na páscoa, Jesus efetuou uma transição muito natural para a santa ceia.

Jesus também disse que, no Reino de Deus, participaria da Ceia conosco, não da páscoa.

 Como conclusão, lembremos o seguinte: A Santa Ceia já nos lembra a morte e a ressurreição de Jesus. Ele é o real cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.