O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

2 de junho de 2015

Étienne Gilson: essência e existência no tomismo


ÉTIENNE GILSON: ESSÊNCIA E EXISTÊNCIA NO TOMISMO

Gilson Soares dos Santos

Étienne Gilson foi um historiador da Filosofia Medieval. Nasceu no dia 13 de Junho de 1884, em Paris, e morreu em 19 de Setembro de1978. Foi um dos mais dedicados intérpretes da Filosofia de Agostinho, Abelardo, Dante e São Boaventura, mas principalmente da Filosofia Tomista (Tomás de Aquino).

Segundo o pensamento gilsoniano, o tomismo torna-se interessante porque foi São Tomás de Aquino quem descobriu a chave metafísica que Aristóteles desconhecia, isto é, a distinção entre essência e existência. É claro, não se pode negar o grande avanço do pensamento aristotélico ao distinguir potência e ato, no devir, e matéria e forma, no ser. No entanto, segundo Gilson, Aristóteles não chegou a distinguir entre essência e existência. Essa conquista caberia a São Tomás de Aquino.

Porém, Étienne Gilson entende que Tomás de Aquino só alcançou isto devido a Revelação de um Deus criador. Isto pode ser entendido da seguinte forma: a Filosofia grega vê Deus como aquele que dá forma à matéria; a filosofia tomista, por sua vez, vê Deus como actus essendi.

A essência é a natureza de cada coisa, mas é inerte, vazia. Somente com a intervenção do actus essendi, a existência estendida, é que acontece a concretização da essência. Pensemos segundo o conceito tomista, assim interpretado por Gilson: Um homem, um cavalo, uma árvore são substâncias, porém, nenhum deles é a própria existência, embora eles sejam um homem que existe, um cavalo que existe e uma árvore que existe. Entretanto, recebem de outro a sua existência.

O que isso acrescenta é uma conclusão interessante, segundo o pensamento de Étienne Gilson: todas as coisas que têm essência distinta da existência exigem uma Causa Primeira. Então, de acordo com o pensamento gilsoniano, partindo da teoria de Tomás de Aquino podemos chegar a existência de Deus. Pois somente Deus é a Causa Primeira que existe em si mesma. Aquilo que existe por si mesmo não pode ter uma causa primeira, “é esse ser que nós chamamos Deus.”.