O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

23 de fevereiro de 2015

Mundanismo: tão antiquado, tão atual

MUNDANISMO: TÃO ANTIQUADO, TÃO ATUAL

Pr. Gilson Soares dos Santos
    
Fui educado em um lar cristão, segundo os preceitos bíblicos. Lembro que em minha infância se usava muito, entre os crentes, o termo “mundanismo”. A expressão era usada para designar o pecado de permitir que os desejos, as ambições, os sonhos ou o comportamento de alguém sejam moldados pelos valores do mundo, isto é, pela orientação do sistema depravado deste mundo. Aquilo que o apóstolo Paulo chama em sua carta aos Efésios 2.2 de “segundo o curso deste mundo”.

Não era raro ouvir os irmãos dizendo: “Misericórdia, o mundo tá entrando na igreja!”. Ou escutar expressões como “Vai te converter, tu és muito mundano.”. Havia até uma canção que dizia: “Desse jeito não vai, desse jeito não vai. Vivendo igual ao mundo, desse jeito não vai!”. Mundo, mundano, mundanismo eram expressões que denotavam alguma ligação com o pecado, a carnalidade ou a subserviência aos caprichos do diabo, do mundo e da carne.

Os crentes da minha infância estavam certos. Sempre estiveram. Porque à luz das Escrituras o cristão não pode, nem deve, nem será moldado por este mundo. Escrevendo aos Romanos, Paulo, o apóstolo dos gentios, diz: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Rm 12.2)

O termo pode ter caído em desuso, mas a prática de ser moldado e levado pelos valores do mundo continua dominando muita gente que se diz crente. Uma dessas práticas mundanas é a maneira de se vestir.  A maneira como alguém se veste revela o quanto essa pessoa é mundana. Vejo pessoas alegando adoração a Deus, porém com roupas mundanas. Com roupas lascivas. A Bíblia condena a lascívia, que é a sensualidade. Basta ler Gl 5.19; I Ts 4.5 e outros textos para perceber o combate das Escrituras à lascívia.

A maneira vulgar de apresentar o corpo, independente da roupa que está usando (calça ou vestido), independente do gênero (homem ou mulher), faz parte do mundanismo que se apossou de muitos que frequentam igrejas. Mundanismo tão combatido pelas Sagradas Escrituras quando alertam “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. (I Jo 2.15). Mundo aqui refere-se à humanidade caída, corrompida, depravada e que se rebela contra Deus.

Não estou dizendo que todos os que estão numa igreja (homens e mulheres), que vestem roupas adequadas, têm uma alma contrita com Deus, pois todos sabemos que Jesus também falou dos “sepulcros caiados”. Uma boa aparência exterior também pode esconder uma péssima alma. Tampouco estou dizendo que mundanismo se refere somente a práticas escandalosas no uso de roupas e acessórios. Mundanismo refere-se a toda e qualquer adesão aos ditames deste mundo tenebroso. O que quero frisar aqui é que todo aquele que é nascido de Deus jamais vestirá uma roupa que desonre a Deus e manche o Evangelho.

O termo mundanismo pode ser obsoleto para alguns, mas é a realidade vivenciada na vida de muitos que se declaram crentes e não são, mas mentem. Por isso, a Bíblia dá o ultimato: parem de amar o mundo! (I Jo 2.15).