O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

10 de janeiro de 2015

Evangelização Reformada na Prática


EVANGELIZAÇÃO REFORMADA NA PRÁTICA

Começarei com esse texto uma série de estudos que desenvolverão o tema da Evangelização. Pretendo trabalhar com assuntos práticos, em como aplicar a Teologia Reformada da Evangelização em métodos evangelísticos, e usá-los de fato! Peço a sua compreensão para um uso que creio ser correto: 'Missões' e Evangelização são palavras sinônimas, na perspectiva bíblica, e assim eu usarei.

1. O OBJETIVO DA IGREJA

Em um primeiro momento, precisamos deixar claro que evangelização é uma obrigação de todos os cristãos. O texto base dessa afirmação é I Pedro 2.9. A passagem diz que o que a Igreja é;raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, ela o é para um fim especifico:“proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”

Tudo o que a Igreja é, ela o é para evangelização. Nesse ponto, a Igreja só glorifica a Deus corretamente se ela for uma igreja evangelizadora. Fora desse foco, a Igreja vira clube, ‘roda de amigos’, lugar de religiosos, menos A Igreja de Jesus Cristo.

2. OBJETIVO NÃO COMPARTILHADO

O problema de muitas igrejas é que essa consciência não é primeiramente compartilhada pelos líderes. Depois, não compartilhada pelos membros, ou vice versa. Compartilhar não é apenas passar para frente algo que você recebeu, subentende que você ‘partilhou’ daquilo também – “compartilhar”.

Existem pessoas fãs de missões, falam de missões, divulgam missões, mas não mais que isso. Não se envolvem de maneira prática e integral. Talvez financiem, talvez orem, mas nunca fazem missões. A evangelização é algo que sabem que existe e que é necessária, mas este saber resulta em nada. Alguns até sabem que é uma ordem, mas preferem viver em desobediência (I Co 9.16,17)

O Cristão, que não evangeliza pode roubar e trair a cônjuge a qualquer hora, visto que é infiel em uma parte, poderá ser infiel em outras. Isso é duro, e é para ser mesmo. Se após dizer ‘todo poder foi me dado, ide portanto’, Jesus continua sendo desobedecido pelo cristão e pastor local, que diferença fará desobedecer o ‘não roubarás ou não adulterarás’?

Nem vem achar que ficar atrás de blogs, falando e participando de encontros de missões, fará você ser um evangelista. Na época dos apóstolos nunca o envio de uma carta substituía a comunicação pessoal na evangelização. Era isso TAMBÉM... [a não ser que perseguição o impeça]. Se o pastor deixar de evangelizar em seus sermões, em suas visitas, nas programações de evangelismo, em seus textos, etc. ele continua sendo um pastor incompleto.

Portanto, compartilhe o objetivo (a visão, a filosofia ministerial, qualquer que seja o termo!).

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS COERENTES COM A BÍBLIA

É difícil encontrar um método evangelístico que se encaixe perfeitamente no sistema Reformado. Em um ou outro ponto haverá um entrave com o sistema, visto que o método está, por várias vezes, comprometido com a ‘teologia’ do que o inventou. Mas creio que todo método que pregue o Evangelho (At 20.27) pode ser usado por um Reformado. E é possível adaptar todo o método ao sistema Reformado de maneira satisfatória.

O método deve incluir:
 A Soberania de Deus, o estado do Homem e seu destino diante da Pessoa e Obra de Cristo, a saber: céu ou inferno. Podemos garantir que a 1) evangelização pessoal, 2) o programa de discipulados, 3) a pregação tradicional e 4) os grupos pequenos, são ambientes que proporcionam seguramente, sob o poder do Espírito, a inclusão daquilo que é essencial na evangelização.

Desses métodos e estratégias, o mais difícil é a evangelização pessoal. Não tentarei ‘produzir’ uma conversa fictícia evangelística, visto que essas talvez nunca acontecerão em seu caso. Por isso, tenha sempre em mente algumas coisas:

·         Conduza qualquer conversa a uma reflexão diante de Deus. Por exemplo: quando seu amigo te falar das diversões imorais, pergunte a ele "o que ele acha do que Deus acha dessas diversões imorais!?" Pronto!!! Você iniciou uma evangelização Reformada. Daí para frente é só entrar nos outros pontos essenciais da evangelização – Homem e Cristo, visto que já mostrou a Soberania de Deus, entrando em detalhe diante de alguma lei divina.

·         Memorize três textos Bíblicos: Não existe necessidade de você usar um exemplar da Bíblia. Também não é proibido! Diga um texto a respeito do assunto, e desenvolva o tema: Deus – Homem - Cristo. Evite palavras que identifiquem o autor humano. Por exemplo: ‘Paulo disse’. Diga a 'Palavra de Deus diz', 'Deus diz em Sua Palavra', 'Está escrito na Bíblia', etc.

·         Você deve forçar, por meio de argumentação Bíblica, que ele tome uma decisão. Nenhuma evangelização deve deixar o claro aspecto de que o evangelizado está diante de um confronto, em que ele continuará ou não sendo inimigo de Deus (II Co 5.20). Quando eu disse tomar uma decisão, não é por um sim ou por um passo. Mas uma decisão de se submeter ao Deus Soberano mediante Cristo. Sabemos que essa decisão só será tomada positiva e corretamente, se o Espírito assim o quiser (I Co 12.3). Mas como diz um professor do IBEL – “a administração do Reino é com o Espírito, o marketing é nosso!”.



Extraído do Blog: http://mcapologetico.blogspot.com.br/2013/06/evangelizacao-reformada-na-pratica.html.