O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

7 de fevereiro de 2013

Os males do nosso falar


OS MALES DO NOSSO FALAR

Pr. Gilson Soares dos Santos

 Em Tiago 3.1-12, encontramos: 

1  Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.
2  Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.
3  Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 
4  Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro.
5  Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!
6  Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.
7  Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano;
8  a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero.
9  Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
10  De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim.
11  Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?
12  Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce. 

INTRODUÇÃO 

Quando a Bíblia Sagrada fala em LINGUA ela pode estar tratando da palavra LINGUA em outros significados:

A – Pode estar falando do órgão muscular alongado, móvel, situado na cavidade bucal que serve para a degustação e para a articulação dos sons. EXEMPLO: Jz 7.5 “5 [...] Todo que lamber a água com a língua, como faz o cão, esse porás à parte, como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber.”

B – É usada como sinédoque para significar pessoa. EXEMPLO: Fl 2.11 “e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”.

C – Pode ser no sentido de idioma. EXEMPLO. Dt 28.49 “O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra virá, como o vôo impetuoso da águia, nação cuja língua não entenderás;”

D – Ela pode estar falando de outros significados da palavra LÍNGUA.

Porém, no texto de Tiago 3.1-12:

A - Apesar do apóstolo falar do membro da fala, o contexto nos mostra que o problema não é o membro em si, porém, o problema está na linguagem.

B - A palavra LÍNGUA no texto tem o sentido de discurso, linguagem.

C – Tiago compara o poder ou influência do linguajar com o leme de um navio.

D – Tiago compara o poder da linguagem com uma fagulha que coloca uma floresta em chamas.

E – Tiago compara a influência do linguajar com uma serpente indomável cheia de veneno mortífero.

Vamos meditar, neste estudo, sobre os males contidos dentro da linguagem:

PROPOSIÇÃO: OS MALES DA LINGUAGEM

1 – A MENTIRA

A - Em Ef 4.25 a Bíblia ordena que deixemos a mentira.

"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros." (Ef 4.25)

B - A língua mentirosa pode destruir famílias, criar contendas, etc.

C - O crente está sujeito a ser oprimido pelo diabo nesta área, tornando-se um mitomaniaco.

2 – A FOFOCA

A - A fofoca é outro mal que aparece na linguagem.

B - Há uma diferença entre fofocar e mentir: às vezes o fofoqueiro esta dizendo a verdade, porém à pessoa errada, na hora errada, e carregado de malícia.

C - Em Pv 11.13 a Bíblia diz que o fofoqueiro revela segredos.

"O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre". (Pv 11.13)

3 – GÍRIAS

A - A gíria e o palavrão são outros males contidos na linguagem do homem, e tem atingido alguns crentes.

B - A bíblia diz em Tt 2.8 que precisamos ter uma linguagem sã e irrepreensível. Para que o inimigo não tenha de que nos acusar.

"linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito." (Tt 2.8)

4 – MURMURAÇÃO

A - Outro problema da linguagem e que tem atingido muito alguns crentes tem sido a murmuração.

B - Murmuram contra Deus, contra a igreja, contra o pastor, contra os irmãos, contra tudo, contra todos.

C - Em I Co 10.10 a Bíblia diz que não devemos murmurar.

"Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador." (I Co 10.10)

5 – PALAVRÕES

A - Muita gente tem o hábito de dizer palavrão e ainda não conseguiu livrar-se dessa imoralidade.

B - Há aqueles que gostam de contar piadas de palavrão e acham isso normal.

C - Isso não deve acontecer com o verdadeiro cristão.

D - A Bíblia diz em Ef 4.29 que não deve sair da nossa boca nenhuma palavra torpe.

"29  Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem". (Ef 4.29)


CONCLUSÃO

Sejamos vigilantes, cuidemos do nosso linguajar e da nossa linguagem.

A - Que a nossa oração seja como a do salmista, no Salmo 143.3

“Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.” 

B – Que o nosso propósito seja o mesmo do salmista, no Salmo 39.1

“Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.”

C – Que possamos pedir ao Senhor que purifique nossos lábios como foi feito com Isaías, em Is 6.5-7

“5  Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!
6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.”.

Que o nosso linguajar seja instrumento de bênçãos diante do Senhor.